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Transgressor
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    Sabe aquele filme ou série que você assiste e tem aquela sensação de que em uma ou duas semanas vai se esquecer?

    The end of the f***ing world, é uma dessas séries.


    -
    James (Alex Lawther) acredita que é um psicopata. Alyssa (Jessica Barden) é a garota nova do colégio, impulsiva e revoltada. James vê em Alyssa a oportunidade perfeita para realizar o seu desejo de matar uma pessoa.

    Eles começam um relacionamento meio maluco, e Alyssa convence – sem esforço algum – James de fugir com ela. Os dois roubam o carro do pai de James e partem para sua road trip.

    Esse é o plot inicial.

    ---

    A Série não é boa pra valer. Ela tem bons momentos, e você até acaba se esforçando para gostar, e talvez até acabe gostando, mas falta algo. É aquela típica história de passagem da juventude para a vida adulta, aquela sucessão de erros e desastres característicos desse momento, dispostos em 8 episódios curtos, onde você recebe de tempos em tempos uma piada, sendo a própria atuação a maior delas.

    Os dois oferecem uma união bizarra e que é engraçada por si só, o que no final das contas, é mais do que se pode dizer das piadas que são piadas mesmo. 


    O que eu gostei?

    1º Os episódios são curtos, tem em média 25 minutos, o que é maravilhoso. Existe um pequeno vício no mercado do entretenimento, onde parece que ninguém consegue bolar uma série sem que os episódios tenham 50 minutos.

    Esse é um grande trunfo de Master Of None, e no passado foi um trunfo para Um Maluco no Pedaço, Eu a patroa e as crianças, todo mundo odeia o Chris e muitas outras séries que fizeram muito sucesso. 

    2º A série, tem uma Trilha sonora bem cult e dramática, como se fosse parte real do que eles estão vivendo.

    3º A série tem uma pitada interessante de humor negro. Quase nunca é bem-sucedida, mas quando é, te faz soltar aquela risada gostosa.

    O que eu não gostei?

    1º Os dois protagonistas são bem chatinhos. James apenas reage à Alyssa, e ela, por sua vez, é chata pra cacete. Não há roteiro, trilha, fotografia que sustente uma série quando os protagonistas são “sem-graça”. Na real, isso não significa que a atuação deles é ruim, pelo contrário eu até acho que eles estão ótimos no papel. Era a proposta da história, desde os quadrinhos originais. Os dois personagens são bem caricatos, e isso até fica interessante no final das contas.

    2º  A solução para alguns conflitos é bem bobinha e forçada, isso diminui um pouco o que significa CONFLITO. 

    3º Alex Lawther é o protagonista da série ao lado de Jessica Barden. Ele já participou de um episódio muito bom da terceira temporada de Black Mirror, e pasmem, a série muda, mas a atuação dele é absolutamente a mesma. 

    Conclusão

    The End of F***ing World, é uma série britânica de Humor Negro, com adolescentes pirados, boa música e episódios curtos. A série é de 2017, mas chegou ao Netflix brazilian na sexta-feira (05/01/18).

    A temporada tem 8 episódios e todos são perfeitamente esquecíveis, ou seja, você pode assistir, mas dificilmente vai se lembrar da série daqui há uma semana, isso não significa que a série é simplesmente ruim e ponto final.

    Eu vi a série e sei lá, são três horas mais ou menos, você não vê o tempo passar, dá algumas risadas, tenta gostar dos protagonistas, fica com raiva deles, curte a fotografia que é belíssima e sei lá, se entretêm. É uma boa série para passar tempo. Você vê e beleza, vida que segue.

    Pra resumir, é uma série esquecível, mas um bom passa tempo. Trilha sonora, fotografia e algumas cenas específicas, vão te fazer lutar para não esquece-la, não porque a série em si é maravilhosa, mas porque - se tu é um adolescente ou jovem - seu maior desejo é romper com tudo e fugir, tal como eles fizeram.
    Continue Reading

    Prazer,
    Cozinho em banho Maria
    Um desejo de espanca-la
    Deixa-la em vertigem
    Um murro na tua costela
    Virgem
    Cuja miserável carne carece
    (me parece)
    D’um pulmão perfurado
    Jorrando vinho
    Para que tu vivas a vida real,
    Infeliz!
    Sinto teu sabor apático
    Submissa tal tango em Paris
    Contudo, nada mal.

    Carência é o pecado da carne, irmão
    Você pecando é meu irmão,
    Não?
    Logo te devoro,
    Pecante maldito
    Confesso o incesto
    Somos malditos!
    Sem lástima.
    Não,
    Não é a última, 
    És minha eterna refeição
    Cento e ceio
    Tua alma desprezível
    Carnívoro e insensível
    Entre porcos e vacas 
    Janto com as mãos.


    Autor: Gustavo Pauletto
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    A Metamorfose, é um dos maiores clássicos da literatura universal. É um livro bastante curto, com uma narrativa direta e objetiva, onde nos é contada a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que desperta numa manhã e se encontra metamorfoseado em um inseto gigante.

    A premissa por si só já é bastante curiosa, no entanto, o decorrer da leitura apresenta dezenas de problematizações e críticas embutidas na narrativa. Não é necessário grande domínio intelectual para notar, com o avançar da narrativa, as críticas feitas por Kafka à sociedade, à burguesia, às noções idealizadas de família e até mesmo a outras esferas comuns da vida.
    Kafka em sua narrativa é bastante direto, não perde muito tempo com descrições inúteis, como maravilhoso contista que era, Kafka dispõe a narrativa de uma forma brilhante, começando-a pelo clímax e decorrendo até o fim da história por cerca de 70 páginas.

    O livro não é considerado um clássico da literatura universal atoa. O impacto que a história de Gregor Samsa causa, é inevitável. O livro te coloca para pensar, queira você ou não. Na medida em que você mergulha na história, dezenas de situações cotidianas passam por sua cabeça e você tenta se imaginar lidando com essas situações, tentando identificar também o seu posicionamento moral objetivo. Quero dizer, o livro tenta te distanciar de qualquer hipocrisia e moralismo barato.

    Gregor era o provedor da família há alguns bons anos. Seu pai já não trabalhava, sua mãe era asmática e sua irmã ainda era uma criança. Gregor dava à família uma vida bastante confortável. A casa tinha muitos cômodos e ele pretendia iniciar a irmã em uma escola de música, tendo em vista a paixão da garota por seu violino e a música tocada pela irmã, que aos ouvidos de Gregor era tão prazerosa.

    Gregor aparentemente ganhava muito bem trabalhando como caixeiro-viajante, e na medida do possível, era um bom trabalhador. Não gostava do trabalho, é verdade, mas o exercia sem reclamações e sem corpo mole. Na manhã em que se encontrou metamorfoseado, sofreu o primeiro choque de realidade após sua transformação.

    Quando perdeu o horário do trem para o trabalho, Gregor teve de lidar com a chegada enfurecida do Gerente da firma. Pois é, nos vários anos em que Gregor se dedicara ininterruptamente ao trabalho, sem faltar um dia sequer, jamais havia recebido visita alguma de seu gerente, mas em seu primeiro atraso, o patrão não fez questão de enviar um estagiário ou alguém com cargo inferior, pelo contrário, enviou seu gerente, que não tardou em lançar uma série de acusações e advertências a Gregor.

    Após sua primeira aparição para sua família, todos passam a evita-lo. Sua imagem era deprimente e asquerosa. Ninguém podia suporta-la. No entanto, ainda que com muitas restrições, sua irmã demonstrava certo carinho pelo irmão, mesmo após sua transformação. Ainda levava algum alimento para o pobre Gregor.

    Dentre algum tempo, às coisas vão mudando e daí ao decorrer do livro, nós acompanhamos a depreciação do ser. Encontramos a desvalorização do homem Gregor e a transformação final, agora mediante a ótica de seus familiares, não somente em um inseto, como de fato era, mas em uma coisa, sem valor algum.

    Gregor teve de lidar com o descaso de seus familiares e isso aos poucos o deprimiu. Seu quarto deixou de ser limpo, o alimento se tornou raro e o seu espaço deixou de ser respeitado, tornando-se a morada de Gregor e o cantinho para acumular tralhas inúteis.

    Gregor, enquanto era homem era tido em mais alta estirpe, quando perdeu seu valor de trabalho e por fim de arrecadação de fundos para a família, tornou-se um fardo insuportável, ao ponto de sua querida irmã, que em outrora o ajudou, ser aquela que com pulso firme deliberaria sobre a expulsão do inseto Gregor da casa.

    Enquanto Gregor mantinha a casa, pagava as contas e trabalhava, ele era o filho querido e o irmão amado. Quando perdeu esse potencial, tornou-se inútil.

    Quantas questões podemos deferir a partir disso?

    Seus pais quando envelhecerem e se tornarem inúteis serão descartados à primeira dificuldade?

    O que aconteceria contigo, se por acaso fosse assolado com alguma desgraça, que o impossibilitasse de ser útil as pessoas à sua volta?

    Questões sem fim poderiam ser levantadas através deste maravilhoso clássico.

    Torço por fim, que este brevíssimo ensaio sobre a obra, desperte em você o desejo por conhecer de forma primária a história de Gregor Samsa, e tire por conta própria suas impressões e opiniões acerca dos assuntos debatidos no livro com tanta sabedoria e cuidado.



    A Metamorfose, Franz Kafka.
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    Eu ajudei o quanto pude na formação desse super Hype que aguardou a 4º temporada, compartilhei uma milhão de coisas no meu facebook, acompanhei o lançamento dos postêrs dos episódios. Enfim, estava comendo as unhas, ansioso, nervoso e com a expectativa lá no alto, pois a série em suas três primeiras temporadas roubou meu cérebro com uma força simplesmente arrebatadora, e eu obviamente gostei!

    Black Mirror teve a capacidade de explodir nossa mente episódio após episódio. Teve a capacidade de ter conversas sobre tecnologia e sociedade, com um público que consome a tecnologia em suas mais variadas formas, mas que jamais havia se posto à pensar em suas implicações e consequências. 

    Quando a quarta temporada foi anunciada, o caldeirão começou a ferver e a expectativa aumentar. Até acredito que isso tenha cooperado para a impressão negativa que eu tive da temporada. Tendo com base as três primeiras temporadas - que vi de uma vez só - eu estava esperando uma quarta temporada tão incrível quanto as anteriores.

    Eles nos deram tempo para criar expectativa, conversar com amigos sobre essas expectativas. O que quero dizer, é que talvez a temporada não seja tão ruim - como pretendo argumentar abaixo -, mas na verdade essa impressão negativa, esteja pautada tão somente nas expectativas que criamos sobre a quarta temporada. Estou dizendo isso para tentar aliviar as coisas, somente por isso.

    ---------------------- 4º Temporada

    Para mim, a temporada recém lançada é a pior da série, sem dúvida alguma. Os episódios são fracos, os dramas são banais - principalmente se comparados com as construções das outras temporadas -, as conclusões são óbvias. Falta aquele "Q" de Black Mirror que nos levou a amar a série.

    A impressão é de que o roteiro foi escrito as pressas e com preguiça.

    A temporada tem 6 episódios e nenhum consegue ser superior ao pior episódio das temporadas anteriores. A série deixou muito a desejar e foi bastante decepcionante. 

    Quando você faz algo brilhante e se propõe a repetir essa ação, precisa estar consciente da possibilidade de fracassar. Se você me oferece algo bom, e depois algo bom de novo, e depois algo bom de novo, na próxima vez eu esperarei algo bom. Black Mirror elevou o padrão para em seguida fracassar. Isso é perfeitamente natural, pois se formos olhar com um pouco mais de carinho, até que ponto devíamos mesmo esperar que a série se mantivesse tão extraordinária? Quantas séries e franquias do cinema não fracassaram ao tentar repetir a fórmula? Acontece. Paciência.


    -------------------------------------------------- Conclusão

    A Quarta temporada não está boa. Se você já viu as três primeiras, provavelmente vai ficar bastante decepcionado. Eu assisti a temporada toda e acho os episódios broxantes, mas estou aí para discutir a série, pois como já disse algumas vezes, Black Mirror fica melhor a cada conversa.

    Se você nunca assistiu a série, deixo um pensamento:

    Desligue todos os aparelhos tecnológicos que você tem ao seu redor. Desligue seu celular, seu computador, notebook, tablet, enfim, desligue todas essas coisas e note o que lhe resta - TELAS PRETAS - BLACK MIRROR.

    Porra, Black Mirror é uma das séries mais valiosas dos últimos anos, e faço questão de indicar para todos que estiverem afim de assistir alguma coisa mais complexa, intrigante e que promove um debate verdadeiramente atual.

    --------------------------------------------------- Nota

    Para a série no geral: 9

    Para a 4º Temporada: 3

    -------------------- Episódios

    EP1: USS CALLISTER

























    EP2: ARKHANGEL 

























    EP3: CROCODILO

























    EP4: HANG THE DJ

























    EP5: METALHEAD

























    EP6: BLACK MUSEUM

























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    Dunkirk

    O Filme retrata o drama vivido por soldados Ingleses e Franceses que ficaram ilhados em Dunkirk, nos anos 40, sofrendo ataques aéreos constantes do exército alemão. Com a beleza das filmagens e uma narrativa não linear, muito bem feita por Nolan, acredito que esse filme retrate muito bem o drama individual, que muitas vezes não pode ser percebido em filmes de guerra que são abrangentes demais.
             
    O Elenco é recheado de grandes atores, e o brilhantismo está no fato de que nenhum deles sobressalta a própria história, pelo contrário, suas atuações se mostram dignas dos grandes atores, justamente ao notar o tamanho da trama e em seus esforços para mostrarem o horror da guerra e não seus desejos vaidosos por mostrarem seu grande talento como atores. Isto, eles fizeram de forma natural, sem exageros.

    A limitação estabelecida por Nolan no filme, quero dizer, o roteiro restrito àqueles soldados, àquela ilha, permite que o drama vivido de forma específica, por àqueles homens e soldados, que não só temiam a morte, mas temiam também a supremacia alemã na guerra, fosse demonstrado com primor.

    O Drama vivido por eles, quando se questionam a respeito da reação das pessoas aos verem chegando derrotados, mas vivos e com a Alemanha em seus calcanhares, é demonstrado de forma emocionante. A resposta a essa questão é o ponto de maior comoção no filme.
        

    Quando o assunto é Guerra, principalmente no caso da Segunda Guerra Mundial, precisa-se sobretudo, SENTIR, pois toda a Guerra parte de uma ideia, de um discurso, de um apelo, de uma mudança. Penso eu que pequenas decisões são tomadas diariamente, assim como grandes decisões, pequenas e grandes mudanças ocorrem o tempo todo e, se por ventura, não nos atentarmos a tudo o que está a nossa volta, pequenos massacres continuarão e tornarão a acontecer debaixo dos nossos olhos, talvez não nas mesmas proporções, mas contra pequenos povos, pequenos grupos, classes e pessoas, gerando dor, lágrimas, destruição e morte.

    Por fim, devo convida-los a assistir o filme enquanto este ainda permanece em cartaz. Por todos os efeitos sonoros que são incríveis, mas principalmente,  para, por um momento, sentirem o drama vivido de forma individual, pela morte, pelo domínio e perda de sua própria casa, quando tudo ao seu redor aponta para a sua derrota, para o seu fim. Assista Dunkirk e sinta novamente a dor da guerra.


    Dunkirk: 10


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    Papai do céu
    Eu não consigo enxergar as cores que você jurou que eu veria
    Tudo o que vejo é escuridão. Cinza.
    Eu não consigo sentir os cheiros que você jurou que eu sentiria
    Todo o cheiro que sinto é de merda e de morte. 

    Papai do céu
    Você disse que não me deixaria, mas aqui estou. Sozinho...
    Porque partiu? 
    O mundo não é bom como você disse que seria.
    As pessoas não são boas como você disse que seriam.

    Eu sei porque você partiu!
    Eu não sou bom como você disse que eu seria.
    O Senhor errou papai. Errou.
    Tudo isso é uma droga. Você partiu porque sabe que é verdade.
    Destrua-nos. É o melhor que pode fazer.

    E o amor? Você disse que haveria amor.
    Não há. Nem um pingo de amor, é verdade.
    O Senhor disse que haveria um Inferno.
    Se ele já estiver pronto, poderia me mandar para lá. Por favor!
    Eu não quero mais ficar aqui. Esse lugar é terrível.

    Papai do céu
    O Senhor mentiu para mim.
    Não disse uma única verdade, nenhuma!
    Mas o que eu posso fazer?
    Você nos comanda com suas grandes mãos.
    É o Senhor e nós, seus bonecos.
    Brinque direito conosco. É só o que posso pedir.

    Papai do céu
    Eu estava quase me esquecendo....
    Quero te agradecer
    Por ter nos dado o Sexo
    Por ter nos dado o Álcool
    Por ter nos dado as drogas

    Obrigado, Papai do céu!
    Aliás, pode esquecer todo o resto.
    O Senhor é bom! Claro que é!
    Obrigado por toda a nossa devassidão, libertinagem, prostituição, luxúria, vício, sensualidade, tara, tesão.
    Eu te amo papai do céu!

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    Meu nome é Beatriz, mas sou carinhosamente chamada de.... Vadia.
    Meu nome é Mariana e sou comumente chamada de puta.

    Você não namoraria comigo, porque sabe que minha boca já passou por alguns caras.
    Você não namoraria comigo, porque sabe que não sou virgem.

    Eu sou o tipo de garota que você não quer perto do seu filho.
    Eu sou o tipo de garota que você acha que vai ficar grávida aos dezessete.
    Eu tenho uma vagina.
    Eu tenho uma vagina.
    Mas ela não é minha, não é.

    Se você pedir para a pessoa certa, talvez consiga algumas fotos da minha vagina. Eu mandei para alguns garotos.
    Talvez o banho demorado do seu filho, seja por minha culpa. Quero dizer.... Me desculpe.

    Tirando os celibatários, alguém não gosta de sexo? Até virgens gostam de sexo, você sabe disso.
    Eu tenho uma vagina e gosto de sexo.
    Entende onde quero chegar?
    Meu nome é Beatriz, mas sou chamada de vadia.
    Meu nome é Mariana e também sou chamada de puta.

    Eu conheci um cara legal. Ele era engraçado, me fez rir e era diferente. Eu quis terminar a noite na cama dele e ele também me queria lá.
    Eu namorei um cara por um ano antes de transarmos pela primeira vez.
    Não vamos namorar. Ele é legal, engraçado, mas não vamos namorar. Se eu transei com ele? Sim, muito... Algumas vezes.
    Ele terminou comigo e depois vários garotos se aproximaram de mim.... Com abraços apertados, mãos bobas e piadas.
    Eu só transei uma vez com ele. Depois de um ano. Foi o suficiente.

    Eu tenho uma vagina.
    Eu tenho uma vagina.
    Mas ela não é minha, não é.

    - Eu não namoraria com ela mano.
    - Por que?
    - Quantos caras já comeram ela?
    - Acho que vários.
    - Então mano...
    - É....

    Eu sou uma mulher, meu nome é Beatriz e tenho uma vagina.
    Eu sou uma garota, meu nome é Mariana e também tenho uma vagina.

    Você tem que se valorizar.
    Você tem que se respeitar.
    Como assim?
    Você é uma garota, não pode fazer isso.
    Você já é uma mulher, precisa sossegar.

    Seu nome é Michael e você tem um pau. É, um pinto. Ele é seu.
    Seu nome é Gustavo e você também tem um pinto. Ele é seu.
    Vocês tem um pênis, um pinto, caralho, rola, pau.
    Eu tenho uma vagina.

    Você pode comer muitas garotas, ou nenhuma.
    Você pode se masturbar, ou não.
    Você pode namorar e transar com sua namorada, ou pode contratar prostitutas.
    Fique a vontade.

    Eu tenho uma vagina.
    Eu tenho uma vagina.
    Mas ela não é minha, não é.

    Se a vontade for mutua.... Para a cama, sexo.
    Uma vez mandei fotos para um namorado.
    Meu nome é Beatriz, mas também sou conhecida como vadia.
    Meu nome é Mariana, mas também sou chamada de puta.

    Eu sou uma pessoa.
    Você é uma pessoa.
    Eu tenho uma vagina.
    Você tem um pênis.
    Eu faço sexo.
    Você não faz sexo.
    Você faz sexo.
    Eu não faço sexo.

    O seu fazer ou não fazer, precisa ser o seu fazer ou o seu não fazer. Entende?
    Quero dizer.... Fodam-se os: "Você TEM que", você não tem que fazer nada que não queira.

    Eu tenho uma vagina.
    Eu tenho uma vagina.
    Ela é minha vagina, é minha!

    O nome dela é Beatriz e ela não é uma vadia. É uma mulher.
    O nome dela é Mariana e ela não é uma puta. É uma garota.

    Beatriz não gostaria de ter uma sogra como você.
    Mariana não gostaria de namorar um cara como você.
    Engraçada, esperta, carinhosa, maluca...

    E se ela ficar grávida aos dezessete?
    E se ela fizer sexo com muitos caras?
    Com quem vai se casar?
    Quem vai querer ela?

    Mulher, porque ouço o som de correntes a cada passo que dá?

    Outra bobagem que escrevi há um tempo.

    Poucas coisas são tão belas quanto a nudez de uma mulher, quero dizer, tenha curvas, tenha ossos à vista ou tenha seus pneuzinhos.... Ah, uma mulher sempre será uma mulher...

    Quanta beleza há nos cabelos longos, nos cabelos curtos e até nas cabeças raspadas, por que não!? Lisos, crespos, cacheados.... Ah, uma mulher sempre será uma mulher....

    Os lábios grossos, finos, as bocas largas ou estreitas, às várias de cores de batom, ou os lábios nus, quanta beleza há numa mulher.... Ah, uma mulher sempre será uma mulher...

    As pernas finas e longas, as pernas grossas. As altas, as baixinhas, todas sem exceção guardam em si quilômetros de beleza e prazer.... Ah, uma mulher sempre será uma mulher...

    Os seios fartos, os pequenos, sem sutiã por favor.... Ah, uma mulher sempre será uma mulher...
    A celulite, as estrias.... Ah, uma mulher sempre será uma mulher...

    Grande pecado é fazer uma mulher não se sentir mulher!

    Mulher! Há beleza maior? 
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    A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, óculos e close-upJúlio Costa | Transgressor

    Confusão. Uma puta confusão.

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