• Home
Facebook Instagram Twitter Youtube
Transgressor
    • Home
    • Cinema
    • Séries
    • Literatura
    • Música
    • Contos
    • Outros

    Há quase um mês eu escrevi a primeira versão desse texto. Ela começava mais ou menos assim: “Estou ouvindo Lo-fi há quase um mês”. Hoje estou reescrevendo esse texto e já são quase dois meses ouvindo lo-fi todos os dias. Se por acaso você estiver lendo esse texto muito tempo depois de sua publicação, faça a soma dos meses que estão entre publicação e leitura e você saberá a quanto tempo ouço Lo-fi.

    Antes de qualquer coisa, acho que devo explicar um pouco sobre Lo-fi e a melhor forma de fazer isso é dizendo que Lo-fi é uma vertente musical que deriva, principalmente do jazz e do hip-hop. O que quero dizer com isso é que elementos desses dois gêneros, estão presentes em quase tudo que é produzido dentro do lo-fi. As melodias do lo-fi são majoritariamente originarias desses dois gêneros e se você já ouviu jazz ou hip-hop, vai conseguir notar esses elementos melódicos. Outro ponto interessante é que tanto o jazz quanto o hip-hop têm características muito “instrumentais” e até por isso, pouco do lo-fi é vocalizado, entende? Poucas músicas possuem letras e composições muito elaboradas.

    Eu gosto de pensar essa vertente da seguinte forma: “O Lo-fi é como o barulho que abafa o ruído externo e promove o silêncio perfeito”. Parece uma puta loucura, eu sei, mas vamos um pouco mais afundo nesse pensamento.

    Eu disse acima que o Lo-fi é muito mais batida e instrumentalização do que propriamente vocalização e composição, certo? Há no Lo-fi esses elementos rítmicos do hip-hop que marcam um compasso bem claro, uma batida constante e os elementos melódicos do jazz que compõe com graciosidade o som que está sendo ouvido. Dessa forma, quando você escuta o som é imediatamente imerso naquele microcosmos. É como se do início da música ao fim da música você estivesse surdo, mas não para o som no geral, surdo apenas para os ruídos externos que desconcentram e irritam. Se você consegue imaginar isso, também consegue entender a afirmação que fiz acima. Basicamente, é como se o lo-fi (o som) te deixasse surdo para tudo e criasse o silêncio do nada. Um silêncio.

    É importante ressaltar essa sensação, essa experiência de silêncio sonoro, porque há no lo-fi enquanto vertente, um caráter extremamente introspectivo e reflexivo. As músicas são feitas para propiciar o ambiente perfeito para que você consiga entrar em contato consigo mesmo – e nem falo necessariamente de algum contato espiritual.


    Pensando no mundo em que vivemos, é extremamente difícil nos encontrarmos sozinhos ou em ambientes silenciosos. Se você está em casa existe outro alguém querendo falar algo, ou um cachorro latindo ou um caminhão passando. Se você está no ônibus, são dezenas de pessoas ao seu redor. De certa forma, todas essas mudanças e evoluções roubaram de nós o “direito” de estarmos sozinhos. Nos tempos em que vivemos é loucura pedir silêncio, é loucura não querer conversar, é loucura se trancar num quarto para ler um livro ou ouvir um som. 

    Isso revela muito sobre nós, enquanto humanos, já que na medida em que evoluímos e desenvolvemos novas tecnologias, tornamo-nos na mesma medida mais carentes. É como se o facebook, o responsável por nos aproximar, ou o WhatsApp, ou qualquer outra rede social, ao mesmo tempo que nos aproximasse, também nos deixasse ainda mais solitários – E aqui é importante entendermos a diferença entre solidão e solitude. Já que a primeira é entendida quase como um estado de agonia e tristeza, e a segunda entendida como prazer e plenitude em estar consigo mesmo.

    É bizarro pensar sobre isso. Quero dizer, nós estamos sempre tentando estabelecer contato com os outros, de qualquer forma possível. Seja comentando “linda” na foto daquela amiga, pela milésima vez, ou discutindo algum tema bobo com outra pessoa, ou até criando mil grupos no WhatsApp. Não me parece exagero pensar que mesmo próximos uns dos outros (online), estamos cada vez mais solitários e voltando ao assunto do qual estamos conversando, já não existe mais silêncio e o Lo-fi funciona muito bem como esse abafador de ruídos, que ao abafar o ruído externo, também ecoa os vazios e medos que carregamos no mais íntimo do nosso ser, mostrando justamente esse caráter introspectivo.

    Por muito tempo eu ouvi música clássica buscando esse efeito e de fato funcionava. A música clássica parece promover a concentração e também funciona eliminando os ruídos externos. Também pode ser uma opção para quem busca esse efeito. O que me faz gostar “mais” do Lo-fi é que ele é um fruto bom dessa árvore online que dá tantos frutos podres. 

    Quando digo isso, me refiro ao fato de termos no lo-fi a união de várias mídias na formação de um produto cultural. Quando penso lo-fi, além do som extremamente marcante e característico, também me vem a mente, quase que no mesmo momento, os gif’s que formam o “videoclipe” da música e colaboram na criação dessa atmosfera mágica.

    Essa união de mídias teve um papel fundamental no meu primeiro contato com esse estilo musical. Eu estava na home do Youtube e vi que a miniatura de um vídeo tinha o personagem Morty (Rick and Morty) e como fã da série, naturalmente fiquei interessado. O nome do vídeo era “F e e l l i n g s”, escrito dessa forma, com espaçamento entre as letras. Fiquei mais interessado ainda e quando finalmente cliquei, fiquei muito fixado no vídeo. 

    A música começou e a batida era bem envolvente, leve e suave. Gostei muito do som, logo de cara. Mas, a parada que me manteve fixado mesmo foi o que estava rolando no vídeo. Era um gif animado com um recorte muito pequeno do desenho “A hora da Aventura”. Esse recorte fora editado com um filtro retro e com alguns “chuviscos” de televisão velha, saca? Dois personagens estavam sentados lado a lado e um deles dizia: “Man, i just want to go to sleep – Cara, eu só quero dormir” e fiquei impressionado por como aquela combinação, aquela simples combinação, poderia ter tanto poder, porque imediatamente eu me senti tomado por aquele ambiente e de certa forma, pude “ouvir” o silêncio que eu precisava “ouvir”. 

    É evidente que essa “paixão” tem muito a ver com meu estado de espírito naquele momento específico. Eu não vinha andando muito bem há algum tempo. As coisas não caminhavam de forma saudável. Eu estava triste e bastante cansado, então eu consegui entender e me identificar com o drama daquele personagem que só queria dormir, só queria descansar, só queria desligar a máquina por algum tempo. E falando dessa união, a música não poderia ter sido mais eficaz na missão de me permitir pensar e descansar.

    Essa experiência foi maravilhosa porque naquele momento eu me senti muito melhor. Era como se tivesse encontrado algo que estava faltando. Os dias que seguiram esse primeiro contato foram muito melhores. Tive alguns momentos ruins, naturalmente, mas as coisas melhoraram e eu sinto que não foi uma melhora “boba”, porque eu me lembro de ter me esforçado para lidar comigo mesmo. Enfrentar pensamentos, lidar com pressões e de certa forma o Lo-fi me deu uma nova força e uma “nova paz”. Não foi uma melhora que evita pensar, mas uma melhora que enfrenta os pensamentos, saca?

    E sei lá, talvez isso reafirme o que tentei dizer acima.

    É tanta coisa, o tempo todo, são tantas vozes e tantos gritos que nossas cabeças ficam sempre a ponto de implodir. Já disseram que sou muito duro ou egoísta, mas é sério, eu não quero e nem gosto de ouvir os problemas dos outros, porque eu já tenho meus próprios problemas e mal sei lidar com eles. Eu sei que as pessoas precisam falar, mas eu não sou a pessoa certa para ouvi-las.

    Nós estamos cada vez mais carentes e solitários, isso é natural e talvez até seja irreversível. Nós vivemos com Smartphone's colados nas mãos, somos viciados nessa merda, nos alimentamos dessa droga que diz nos aproximar, mas só nos afasta. Você escolhe falar e gritar cada vez mais alto esperando que alguém te ouça, tudo bem, é uma opção, mas eu prefiro o silêncio e a solidão e se tudo der certo a solitude, não acho que minha escolha seja melhor, mas é assim que as coisas funcionam para mim.


    Voltando a falar sobre o que é o Lo-fi, a origem do termo vem de “Low fidelity” que é justamente a ideia de se fazer música com baixo orçamento ou com nenhum orçamento. Nesse caso, não existe fidelidade aos meios convencionais de se fazer música. O compromisso é apenas com a própria música e consigo mesmo, no sentido de deixar que sentimentos e ideias fluam através do som. 

    Eu gosto demais do nome dessa vertente, porque conversa muito com o que eu acredito e como me enxergo. O ser “Transgressor” passa muito por isso, por fazer e acreditar que existe algo em você que precisa jorrar para o mundo. Existe algo que borbulha dentro do seu ser e que precisa transbordar e sinceramente, não importam as complicações, não importa quantas pessoas vão ouvir o som ou quantas pessoas vão ler o texto, importa apenas deixar que o seu ser flua através das palavras e das melodias e das pinceladas e do que mais você quiser fazer.

    A Arte tem esse papel antidepressivo, tem esse caráter libertador e tranquilizante que não nos deixa atrofiar. E nesse sentido, eu sou muito grato por aquelas primeiras pessoas que liam meus textos fofinhos e dramáticos e gostavam daquilo e comentavam nos meus posts, porque talvez se não fossem essas primeiras reações, esses primeiros leitores, esses primeiros textos horríveis, eu não teria conhecido a arte de escrever, a arte que me liberta, que me fornece escape, que me permite.

    O Lo-fi talvez seja um gênero para os apaixonados, para aqueles que precisam deixar o seu “eu” jorrar, e cara, como eu amo esse tipo de arte, esse tipo de som, essa coisa que é feita com paixão, que é feita com pouco, que é feita com nada.

    Falando de forma bem subjetiva, eu enxergo o lo-fi como um grande meio para toda a introspecção. Quero dizer com isso que, ao ouvir lo-fi você vai ter o ambiente e o convite para a sua introspecção. A música te dá isso, o vídeo te dá isso e tudo o que eu disse sobre o silêncio melódico também te oferece esse espaço de paz para mergulhar em si mesmo, ou até para lutar consigo mesmo.

    Quando comecei a ouvir e pensar sobre o lo-fi, fiquei me questionando por quê os clipes eram feitos com gif’s bem tristes de desenhos animados. E sei lá, talvez exista uma explicação dentro da história do movimento, mas aqui, quero tentar pensar sobre isso de forma “autônoma”.

    Os desenhos animados são elementos culturais historicamente compreendidos como produtos infantis, certo?

    A partir disso vamos pensar primeiro, que esses gif’s são recortes tirados dos próprios desenhos, não são criados para os vídeos de lo-fi, ou seja, de certa forma as crianças estão tendo algum tipo de contato, com personagens que refletem os vários estados de espírito que enfrentamos. Personagens que estão deprimidos, que perderam a razão de viver ou que não compreendem a existência. E que bom que esses personagens “infantis” existem, que bom que as crianças têm contato com esses estados de espírito. Isso não vai tornar todas elas depressivas, fique calmo. Mas, talvez possa oferecer pontos de contato para crianças que ainda não compreendem porque estão tristes ou porque se sentem como se sentem. Isso com certeza as faz entender que aquilo que estão sentindo é natural, que elas não são estranhas e talvez até consigam encontrar formas de lidar com isso, seja conversando com alguém ou desenhando e criando coisas.

    Segundo, muitos dos protagonistas desses desenhos não são humanos, alguns até tem a figura humana, braços e pernas, mas quase sempre há algum elemento absurdo e surreal para distancia-los e aproxima-los de nós, tudo ao mesmo tempo. Quando a figura é totalmente absurda não se tem problema algum com algumas formas de humor e representações emocionais mais complexas, ao mesmo tempo que, quando essas figuras absurdas manifestam sentimentos humanos acabam por gerar uma empatia igualmente absurda.

    E pensando em todo o contexto, o Lo-fi promove esse espaço para introspecção. É uma música claramente reflexiva, os títulos sempre têm a ver com emoções, dramas e dificuldades humanas, como sentimentos, amor, cansaço, insônia, melancolia, nostalgia, enfim, quando esses desenhos surreais/antropomorfizados manifestam sentimentos e angustias humanas, acabam gerando uma série de reações emocionais que passam desde empatia até o desejo de se autocompreender, pois no momento em que você se identifica com o título, com a angustia do desenho e com a música já não há mais volta. Você é imerso em pensamentos e precisa enfrenta-los.

    E para finalizar, pensando no porquê dos desenhos, acho que talvez tenha a ver com expor nossas angustias e sentimentos de forma simples, nos lembrando que não importa quão evoluídos tecnologicamente estivermos, continuaremos tendo que lidar com as crises e medos. Os desenhos, de certa forma, nos lembram justamente da nossa infância e talvez tracem algum paralelo sobre nossos estados de espírito e sobre as mudanças que enfrentamos da infância até os dias de hoje. Ou talvez, ver o Bart Simpson triste seja só um lembrete de que todos, todos, todos mesmo, ficam chateados e se sentem mal, até nossos companheiros de infância que sempre estiveram prontos a nos divertir. 


    O Lo-fi foi uma descoberta maravilhosa. Uma descoberta que só tem me feito bem. É uma vertente que emana de vários gêneros musicais e que por si só é riquíssima, mas que conta com alguns outros recursos que nos dão algo que tanto nos falta. Silêncio e espaço para escutarmos a nossa própria voz.

    A tristeza existe! E terminar o texto com essa simples afirmação pode parecer loucura, mas em um tempo em que todos precisam estar sempre felizes e animados, afirmar a existência da tristeza não é loucura, é só uma forma de lembrar a todos que TUDO BEM FICAR TRISTE e que mesmo não sendo eu a pessoa a te ouvir e te ajudar, você com certeza encontrará alguém, um amigo, um profissional, não importa, só saiba que a tristeza faz parte da vida e que de certa forma ela nos ensina muito sobre a felicidade.
    F e e l l i n g s
    https://goo.gl/yr4YU9

    R e s t
    https://goo.gl/TNuyRL

    N o s t a l g i c
    https://goo.gl/33SnVq

    N o s t a l g i c 2
    https://goo.gl/dbHXn4
    L o v e s i c k
    https://goo.gl/DS4fBo

    N o S l e e p
    https://goo.gl/E974oQ

    One Night In T o k y o
    https://goo.gl/USgjLb 

    One Nigth In R i o
    https://goo.gl/4Vyr4Y







    Continue Reading


    Arctic Monkeys é uma banda foda por muitos motivos, mas o principal talvez seja a sua ambição. A banda sente a necessidade de estar sempre se reinventando – E hoje, alguns dias após o lançamento de seu álbum Tranquility Base Hotel & Casino, isso fica ainda mais evidente.

    Depois de um álbum extremamente popular e pop, a banda se transforma mais uma vez e nos dá um álbum totalmente diferente. Essa distância entre uma obra e outra, se dá, não apenas no tempo de intervalo entre uma obra e outra, mas também em sua estrutura – o que está incomodando muita gente -, totalmente modifica. É um estilo diferente.

    Para citar apenas uma banda que vive de se repetir, eu cito Coldplay, que depois de alcançar aceitação e sucesso absoluto, estabeleceu uma fórmula e simplesmente não cria mais nada. Todas as músicas são muito parecidas e os álbuns se repetem. Escute uma música e terá escutado todas. Arctic Monkeys, graças a Alex Turner, principalmente, é uma banda que tem estágios, mutações e coragem, sem dúvida alguma!

    Isso evidencia uma tranquilidade, auto compressão e segurança impressionantes. Uma banda que faz o sucesso que tem feito, facilmente poderia ter apostado no certo, jogado simples e permanecido dentro dessa zona de sucesso, ter feito um álbum com mais duas ou três “Do i wanna know” e estaria nos trending’s por muito, muito tempo, mas eles não são assim e "Graças a Deus" por isso.

    Alex Turner e o restante da banda tem essa vontade de fazer música, fazer arte. E lendo uma matéria da Rolling Stones, nota-se como o processo criativo do álbum foi complexo e de certa forma meio maluco. Os conceitos que surgiram eram meio vagos e dá pra notar isso no álbum. Dá para sentir essa pegada mais experimental, mais leve. Ao contrário do álbum passado, as guitarras já não mais tão marcantes e o que acaba pegando mesmo é esse universo próprio que o álbum cria.

    Eu achei o álbum foda, principalmente pela coragem que marca todo o processo. Eu realmente acho isso digno de aplausos. Talvez não seja o melhor álbum da banda, isso cabe a você julgar, mas como apreciador eu não posso negar que esse álbum é muito importante para toda a cultura musical. Arctic é uma das bandas mais importantes da atualidade e quando eles mostram uma face totalmente nova, encorajam outras bandas e artistas a buscarem essa reinvenção.

    Tranquility Base Hotel & Casino é um retrato de ambição, coragem e nos dá a certeza de que Arctic Monkeys não é uma banda qualquer!

    O álbum foi lançado em maio, vamos curti-lo, entende-lo e aprecia-lo, porque o que nos resta é a certeza de que o próximo álbum será ainda mais complexo, experimental e diferente. Viva Arctic Monkeys e suas várias facetas!
    Continue Reading

    Já habitual no cenário do Rap Nacional e Internacional, WCnoBeat, produtor musical carioca e membro do selo Medellin Records, lançou um álbum com beats próprios e uma penca de convidados do cenário para rimarem em cima.

    Nos anos 90 lendas como J Dilla e Dj Premier faziam a mesma coisa: não rimavam no álbum/mixtape, no entanto disponibilizavam beats, convidavam mc’s e tey, tínhamos ótimos trabalhos.

    No inicio dessa década tal ‘’moda’’ voltou a ganhar força com Dj Khaled, que sem dúvidas é o produtor de mais evidência a fazer isso. No Brasil temos o Dj Caique com as famosas ‘’Coligações Expressivas’’, mas há de se observar que o Caique não se aguenta e diferentemente dos outros produtores, ele também rima, usando seu pseudônimo ‘’Dr. Caligari’’.

    Agora, falando mais especificamente do ‘’18k’’, temos um álbum bem produzido e gostoso de ouvir. Rap e Funk deviam ter casado há muito tempo! Alias, ainda não casaram, mas andam flertando e dando uns beijos nos últimos tempos e esse álbum vem pra provar que está na hora de um relacionamento sério entre os dois estilos, especialmente se envolver o trap, ai pode rolar uma paradinha a 3 bem interessante e casual...

    Expoentes da nova geração do Rap, como Bk, Pablo Martins (1Kilo), Luccas Carlos, Xamã, entre outros, estão presentes no projeto. Representando o funk temos, por exemplo, Mc Lan, Don Juan e TH, entre outros nomes!


    Ouça no youtube: https://www.youtube.com/playlist?list=PLAFGx57DAToIPY20XY00O2Y4LSAW5kRzD
    Continue Reading


    Casas é o segundo álbum do ótimo Rubel Brisolla. Seu primeiro álbum “Pearl”, trazia consigo uma doçura e uma paz que transformou os aventureiros da música nacional em grandes fãs desse músico carioca. “Quando Bate Aquela Saudade”, principal música do álbum primeiro álbum, tem um videoclipe lindão com mais de 18 milhões de views no youtube.

    Pearl foi produzido em Austin, durante um intercâmbio onde Rubel apresentou a beleza da música brasileira para centenas de gringos que dividiam a republica com ele. Pearl é a mescla de Samba, Mpb e Folk, numa brincadeira eterna de 7 deliciosas faixas que você escuta repetidas e repetidas vezes, sem enjoar nem um pouquinho!

    Casas foi produzido com o apoio do projeto Natura Musical, e entrega 14 faixas, o dobro do primeiro álbum. 14 faixas extremamente brasileiras. 14 faixas que possuem letras inteligentes, poéticas e que são casadas com uma perfeição ímpar ao todo que compõe uma excelente música. A verdade é que não há nada fora do lugar, é uma harmonia tão perfeita que parece ter sido feita com a benção de algum Deus.

    O álbum conta com músicas que já nasceram clássicas como “Colégio”, que é como entrar numa máquina do tempo e voltar para o colégio, voltar para cada intriguinha, ciúme, saudade, raiva e amizade. Uma volta cheia dessa paz que a música de Rubel transmite, uma volta cheia de sorrisos exprimidos no canto da boca, uma volta cheia de abraços longos e apertados. Em “Mantra” nós vemos a ótima parceria de Rubel com Emicida e em “Chiste” nós vemos Rincon Sapiência e Rubel, em mais uma ótima parceria. Esse álbum te joga pra lá e depois te joga pra cá, mas ele te lança pros cantos com uma paixão e calma tão gostoso, que tipo, beleza, me joga mesmo! Vai de novo, me lança pra lá e depois me puxa pra cá! É foda!!!

    Eu olho para a coleção de discos do meu pai e tem centenas de cantores, duplas e grupos que não conheço. Eu não sei o que acontecerá daqui para frente, mas Rubel, saiba que terei “Pearl” e “Casas” na minha estante de discos e juro que vou tentar fazer meus sobrinhos gostarem da sua música tanto quanto gosto.

    -
    Você pode ouvir o álbum "Pearl" no Spotify:
    https://open.spotify.com/rubel/casas
    Você pode ouvir o álbum "Casas" no Spotify:
    https://open.spotify.com/rubel/casas
    Continue Reading

    Efiele – Camarosa (30 de Janeiro – 2018)

    22 Minutos.
    Auto-tune.
    Subjetivo.
    Rap;
    Trap;
    Alternativo!
    Sensações.
    Auto-tune.
    Minimalismo...

    São alguns breves adjetivos para definir o também breve EP de Efieli, produtor e agora MC de Santa Catarina, representando uma espécie de submundo ‘’sulístico’’, nos apresentando um Rap alternativo, ora elegante, ora sujo, ora sensível, ora tudo junto.

    Produção musical feita sob medida numa atmosfera que não apenas combina com a temática e as respectivas entonações de voz, mas que se acasalam a cada palavra desferida, como se fosse criada minuciosamente do 0 num BPM automático...

    Efieli Já produziu diversos trabalhos do Makalister, o maior expoente do Sul (ouçam Makalister!).

    Efieli também já produziu Maydana, potente voz de Santa Catarina e que já rimou com Makalister (ouçam Makalister – Flores de Galeano!)

    Efieli rima/canta com Makalister e Maydana na última faixa (hehe).

    Não vim aqui decifrar enigmas e nem entender o nome do EP, afinal isso tiraria toda a graça dessa experiência que garanto ser nova a qualquer curioso que der play. Aquiete-se num canto, coloque o som numa altura em que incomode seus vizinhos ou sua família, deite na sua cama rosa ou no chão e deixe-se levar... São 22 minutos de um trabalho que parece, a cada faixa, descrever um pedaço específico de dias específicos, mas que giram em torno de um sentimento só: desejo!

    Ouça no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Y1TMa-1Djg8

    Ouça no spotify: http://bit.ly/camarosapl

    ---


    Mc Igu – Subliminar (5 de Fevereiro - 2018)

    Em ascensão nos últimos anos, Mc Igu lançou o que eu considero seu trabalho mais estável. Mesmo com um número elevado de faixas, ‘’subliminar’’ é consistente em sua proposta e agradável de ouvir do início ao fim.

    É interessante salientar que essa mixtape foi inteira produzida por ele mesmo e pelo Rare Kidd, outro nome interessante da cena trap.
    Sobre as participações: Além de membros da ‘’Recayd Mob’’ (sua banca), Diego Thug, que faz parte do Bonde da Stronda está presente em uma das 17 faixas.

    Um adendo sobre o trabalho: se procuras o famoso ‘’rapi di mensagem’’, o play não é recomendado, afinal a intenção do Trap/Plug nunca foi essa e aqui não é diferente. A única faixa que trata de assuntos que são considerados importantes e com críticas/protesto é a primeira faixa, titulada ‘’7pm in Mariana’’, no mais, encontraremos beats pesados com 808 em tempo duplo, festas, ostentação e ego. Além, é claro, da peculiaridade do Igu em trazer referências de animes que ele incorpora de maneira engraçada em seus sons.

    Ouça no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=XpKyJnR5qzQ&list=PLkaPNl7GNjBR8zzpwyZ4L4OvK7zlPbozQ

    Ouça no spotify: https://goo.gl/fQfkcz

    ---

    Textos por: Gustavo Pauletto
    Continue Reading
    Sabe aquele álbum que corre em paralelo com tua vida? Tipo quando as músicas parecem ter sido feitas pra você? Esse é o meu lance com esse álbum. Ele é foda pra caralho!

    O álbum é do meio do ano passado, mas eu só peguei pra ouvir na real no começo do ano. Foram uns três meses ouvindo Rogério de manhã, à tarde e à noite. Ouvindo em loop, duas, três vezes por dia. Acho que foi esse lance saca? De ouvir algo que parece te entender de alguma forma. Cada música, de uma forma ou de outra estava falando comigo. Acho que quando uma música, um álbum ou uma banda consegue fazer isso, cara... Acho que é algo grande, de valor!

    Supercombo é uma puta banda maneira, na real. Os outros três álbuns são tão bons quanto esse que é o meu preferido. O lance de terem participado do programa não deve te atrapalhar, mesmo com os babacas que estão espalhados por ai, andando como os patronos da boa música.

    Eu gosto das letras meio introspectivas, gosto dos integrantes e da formação atual.  Carol Navarro é minha paixão platônica. \_o_/

    Supercombo, Rogério é o melhor álbum do ano, sendo do ano passado. Sacou? É o que mais ouvi até agora, e mesmo tendo parado por um tempo, não acho que vou enjoar tão fácil.

    Minha música preferida é sem dúvida alguma MONSTROS, mas me amarro demais em Grão de Areia, Embrulho e Eutanásia. O álbum todo é muito bom. Rogério, A piscina e o Karma, Morar, Bomba Relógio. Cara, esse álbum é do caralho! Se você ainda não ouviu, ouça.

    Eu precisava falar desse álbum, então fica minha indicação pra você que curte música nacional e pra você que tem um desses preconceitos babacas :)

    Valeu!
    Continue Reading


    Cara, se você leu o título do post e sua resposta foi não! Saiba que essa também seria minha resposta há 1 mês. 

    Conheci essa banda em Janeiro. Foi minha descoberta música do mês e caramba, que descoberta maravilhosa! Preciso deixar claro antes de tudo que, não falo descoberta como se fosse uma banda desconhecida, que ninguém nunca ouviu. Pelo contrário na verdade, é uma descoberta pra mim, mas Sigur Rós é uma banda bem conhecida, e até no Brasil seu trabalho é bem reconhecido!

    Enfim, por que a banda é tão boa?

    Ela tem uma puta mistura de coisas que aparentemente a coloca no gênero de Post-Rock (Eu não sabia da existência desse gênero). O post-rock é um lance de misturar o clássico, uma parada melódica e instrumental e é um som bem limpo, clean. Eu me amarrei pra caramba. 

    Sigur Rós é uma banda islandesa, então os títulos das músicas e álbuns são bem diferentes. A banda tem vários álbuns lançados, e meus preferidos são Ágaetis byrjun e o que tem uma galera pelada na capa. Não me peça para pronunciar os nomes porque não vai rolar hahahaha!

    Enfim, minha indicação para um primeiro contato é a música "Hoppípolla" do álbum "Takk". É uma música linda, que tem uma letra linda e pô vale a pena demais escutar, e por fim, procure a letra dessa música! Ela falou demais comigo, acho que é a música ideal pra ouvir no começo do ano e pensar sobre as coisas!

    Então é isso, Sigur Rós foi minha descoberta do mês e é minha indicação para vocêsssss <3
    Continue Reading
    As convicções, os planos estáticos e todo tipo de afirmação sobre o futuro me dão calafrios. Quero dizer, nem sempre foi assim. Na verdade, até pouco tempo atrás não era assim.

    Eu tinha certeza de tudo, de casa passo que daria. Tinha planejado quando entraria na faculdade, quando sairia, que faria logo em seguida outra faculdade, que me casaria depois, construiria uma família e viveria o resto da minha vida. Quero dizer, tudo estava muito bem construído, parece ótimo, mas (but, entretanto, porém), a vida tem lá suas surpresas, e cá entre nós, seria um saco se essas surpresas não estivessem por ai, não é mesmo?

    Algumas pessoas meio que vivem dormindo, andam dormindo, comem dormindo, namoram dormindo, dormem dormindo, as vezes elas precisam de um buraco na rua (Surpresa), pra acordar (Deitada no chão quente da rua, com os cotovelos ralados e algumas pessoas rindo com a mão na frente da boca), outras precisam passar por algum choque muito forte, como perder algo que ama ou alguém. Eu felizmente, não precisei nem do buraco e nem dá perda, na verdade não foi preciso muito. Alguns dias de reflexão acerca da vida, e da morte, um livro e um filme foram o suficiente pra me despertar! Mas um dia vou explicar isso melhor...

    Pois bem meu velho, minha velha! Eis-me aqui, começando um blog. 

    Você deve estar se perguntando agora: Júlio, mas já não tava bom demais o facebook pra você ficar falando aquelas abobrinhas lá!? Mas cara, você acha mesmo que é tão legal assim? 
    Responderei essas perguntas, citando Racionais: "Demorou, eu quero é mais, eu quero ter sua alma!"  hauhauhauhauahuahuahuahua 

    Mas, falando sério agora, vou escrever, é tipo o que eu faço no facebook, só que bem mais organizado e agora sobre mais coisas. Vou publicar meus textos, minhas crônicas, meus poemas (Ainda não tenho nenhum), vou publicar sobre os livros que leio, sobre as músicas que ouço e sobre as músicas que vocês indicarem, vamos conversar sobre Molejo, música clássica, funk, vou contar experiências legais, vou escrever sobre a sociedade (tirando sarro é claro, não aguento mais esse papo chato), sobre os filmes que gosto, e os filmes que odeio, sobre Game of thrones, vou escrever sobre meus amores, romances, friend zones e tudo mais...  Pretendo contar sobre minhas viagens (que vão começar), sobre minhas tatuagens (que ainda vão rolar), Sobre trabalho (Se tiver, me dá), futuro, faculdade, emprego, casamento, e sobre tudo dessa vida louca de my god! Vou escrever sobre o que me der na telha! E o lance é que vamos mergulhar juntos nisso tudo, demorou!? hauhauhauhauha

    Enfim, eu quero que você dê boas risadas, chore de emoção, se apaixone, fique desperto! Quero também que me dê seu feedback, seja positivo, seja negativo, que compartilhe se gostar do blog e que comente, comente muuuuuuito, e eu vou te responder porque, não sou um Gênio arrogante, sou um Gênio do povão hauhauhauhauhauahuahahauh Tô brincando, calma amiguinho!

    Este é o meu blog. Um Gentleman, ou não! 
    Um dia eu explico o nome, só preciso antes arrumar uma explicação hahahahha
    Um abraço apertado <3



















    Continue Reading

    About me

    A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, óculos e close-upJúlio Costa | Transgressor

    Confusão. Uma puta confusão.

    Like us on Facebook

    Transgressor

    Follow me

    • Facebook
    • Instagram
    • Youtube
    • Twitter
    • Letterboxd
    • Skoob
    • Pinterest

    More Popular Posts

    • Lo-Fi | Um Convite a Introspecção
    • Marco Polo | Viaje para a Mongólia Medieval
    • Susano Correia | Existência, Fé e Arte
    • Tranquility Base Hotel & Casino | Arctic Monkeys
    • Desafinando #2 | Rubel - Pearl e Casas

    Labels

    Cinema Contos Desafinando Literatura Series poesia

    Archive

    • julho 2018 (2)
    • junho 2018 (4)
    • maio 2018 (5)
    • abril 2018 (10)
    • março 2018 (8)
    • fevereiro 2018 (7)
    • janeiro 2018 (15)
    • julho 2017 (1)
    • junho 2017 (1)
    • maio 2017 (3)
    • abril 2017 (4)
    • março 2017 (1)
    • fevereiro 2017 (5)
    • setembro 2016 (1)

    Denunciar abuso

    Facebook Instagram Youtube Twitter Pinterest Letterboxd

    Created with by BeautyTemplates - Ambigram Generator.

    Back to top