• Home
Facebook Instagram Twitter Youtube
Transgressor
    • Home
    • Cinema
    • Séries
    • Literatura
    • Música
    • Contos
    • Outros

    A 2º Guerra é um tema bastante abordado na cultura pop. Hollywood já dissecou a grande guerra de diversas formas e ainda assim, existem milhares de histórias não contadas. Nós poderíamos ficar horas citando filmes que se passam durante o período, sejam filmes que mostram o combate, sejam filmes mais políticos do que de ação, sejam filmes que mostram o país enquanto o combate está acontecendo, enfim, as abordagens são variadas e retratam a guerra de diversas formas, de perspectivas mais emocionais e pessoais, a perspectivas mais universais e culturais. Estou fazendo essa introdução toda, para mostrar como o tema da guerra é recorrente na cultura pop, para mostrar como existem histórias, momentos e visões diferentes sobre os fatos.

    Five Came Back, é um documentário original Netflix, que enxerga a guerra através do Cinema. Mais precisamente, através da vida de 5 cineastas fantásticos, que faziam muito sucesso na década de 30, mas que abriram mão da sua comodidade para auxiliar seu país e relatar, através do cinema, os horrores da guerra e usar da arte cinematográfica para impulsionar, encorajar e tranquilizar o povo americano. Esses diretores são: John Ford, Frank Capra, John Huston, William Wyler e George Stevens, todos nomes renomados e adorados pelo público, mas que foram para a Guerra e acompanharam a ação com suas câmeras – muitas vezes estando, literalmente, no meio da ação.

    O Cinema passou a exercer um papel fundamental durante a 2º grande guerra. A Máquina de Propaganda Nazista trabalhava a todo vapor, propagando os ideais de Hitler. A Itália também trabalhava muito bem a imagem de Mussolini, e naturalmente os Americanos precisavam produzir suas obras sobre a Guerra. Muitos filmes foram feitos durante o período. Os diretores e suas equipes filmavam o que era possível, editavam muito rapidamente – quando era possível – e enviavam para ser distribuído em solo americano. Mas, um ponto muito importante nesse período, é a utilização das animações para informar, divertir e encorajar os soldados americanos. Em algum momento no começo da guerra a Disney esteve presente e posteriormente a Warner Bros, produzindo animações que ridicularizavam Hitler e Mussolini, e por consequência acabavam dando uma injeção de ânimo e um alívio para os soldados aflitos.

    Havia também uma preocupação muito grande com a “demonização” das nações “adversárias”. Hitler era o inimigo, não o povo alemão. Então esse era um ponto que sempre acabava entrando em discussão, porque evidentemente, quando você mostra o bombardeio de Pearl Harbor, feito pelos Japoneses, no ímpeto de contra-atacar, fica muito difícil distinguir a liderança, do povo. Nesse período, essa era uma das maiores preocupações, tendo em vista que a guerra um dia acabaria, e era importante que os Estados Unidos, como “defensores da vida e da liberdade”, não fossem responsáveis por perpetuar novas segregações (Apesar de dentro do próprio exército, haverem certos problemas com os soldados negros).

    Five Came Back, é baseado no livro de mesmo nome, e nos oferece uma visão muito interessante sobre como o Cinema foi importante durante a guerra e como o Cinema e os cineastas foram transformados durante, e depois da guerra. Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Paul Greengrass, Guilhermo Del Toro e Lawrence Kasdan, são entrevistados e fazem comentários sobre as experiências dos 5 diretores supracitados, além de fazerem comentários sobre a sua própria experiência com os filmes originários da guerra e do pós-guerra.

    Spielberg, um dos entrevistados no documentário, sem dúvida alguma foi muito impactado por esses filmes de guerra. Hoje, quando pensamos em Spielberg, naturalmente nos lembramos dos filmes fantásticos que fez retratando a guerra, a título de citação, A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan, Cartas de Iwo Jima, etc...

    Muitos filmes relatam como os homens voltaram da Guerra, transformados e muitas vezes até transtornados. Alguns nunca conseguiram sequer se recuperar. Os horrores da Guerra voltavam para assombra-los e eles simplesmente não conseguiam mais se desligar daquele momento. Outros voltaram e encontraram suas famílias e imediatamente viraram a chavinha, voltaram ao trabalho e ignoraram o background. O Documentário mostra muito bem a transformação desses 5 grandes diretores. É interessante ver como todos eles, apesar de terem tido muito sucesso na indústria antes da guerra, só realizaram suas obras primas, depois da guerra. É interessante pensar que todos eles passaram a fazer filmes muito mais humanos e sensíveis. Capra, por exemplo, um ano depois do fim da guerra, lançou “A Felicidade não se compra”, um dos filmes mais adorados e poderosos da história, William Wyler “Os melhores anos das nossas vidas” etc....

    O Documentário “Five Came Back”, é dirigido por Laurent Bouzareau, narrado por Merly Streep, e nos conta a história da segunda guerra através da vida de 5 grandes diretores, John Ford, William Wyler, George Stevens, John Huston e Frank Capra. Spielberg, Del Toro, Coppola, Greengrass e Kasdan são entrevistados, nesse documentário de 3 episódios, que segue a estrutura básica de primeiro, segundo e terceiro ato, discorre com fluidez, ano a ano da guerra, numa montagem ágil e gostosa de acompanhar. É um ótimo material sobre a Segunda Guerra Mundial, e um ótimo material sobre o Cinema. Um Original Netflix, realmente bom!
    Continue Reading

    Vozes ao norte opinam:
    ‘’Menino,
    Vá para o velho Oeste
    Busque ouro,
    Veja o sol nascer a Leste,
    Faça algo que preste!’’
    Vozes ao sul deduram:
    ‘’Vitimista social,
    Pseudo-artista,
    Quer ascensão pessoal
    E não crê em meritocracia?
    Deve ser petista!’’

    No centro deste distúrbio cardeal,
    Entrego-me a divergência
    Foda-se o ideal
    Quero viver, mas sem a urgência dos sabidos... Iludidos!

    Tais caminhos ditos pelos malditos
    Supostos peritos e eruditos 
    Que afirmam saber o que é necessário para viver,
    Suspeito de cada sílaba e pago pra ver,
    Afinal,
    Num passeio qualquer,
    Arrastando-me pela calçada
    Em cada passo vejo um humano abatido,
    Cansado as sombras do sol do edifício
    Vivendo de sobras a sós, eu sei, é difícil!

    Neste apocalipse cognitivo na cidade grande 
    Faça o contrário do que diz essa gente grande 
    A chance de dar certo, eu prometo, é grande
    São todos zumbis comedores de cérebro,
    É sério, 
    Atente-se no que eu digo:
    Amigo, 
    Teu talento é grande, por isso querem te almoçar
    Pode apostar 
    E se me questionar
    ‘’Por que não se comem entre si?’’ 
    Respondo rápido pra ti:
    Morto come carne viva, 
    Inveja é o tesão dessa espécie pífia
    Mas lembre-se:
    Você não está sozinho!
    Tente outra vez,
    Esse é o caminho,
    Não desista, 
    Tente mais uma vez,
    Insista em viver...
    Pague o preço dessa tal lucidez!

    Um poema de Gustavo Pauletto
    Continue Reading


    Arctic Monkeys é uma banda foda por muitos motivos, mas o principal talvez seja a sua ambição. A banda sente a necessidade de estar sempre se reinventando – E hoje, alguns dias após o lançamento de seu álbum Tranquility Base Hotel & Casino, isso fica ainda mais evidente.

    Depois de um álbum extremamente popular e pop, a banda se transforma mais uma vez e nos dá um álbum totalmente diferente. Essa distância entre uma obra e outra, se dá, não apenas no tempo de intervalo entre uma obra e outra, mas também em sua estrutura – o que está incomodando muita gente -, totalmente modifica. É um estilo diferente.

    Para citar apenas uma banda que vive de se repetir, eu cito Coldplay, que depois de alcançar aceitação e sucesso absoluto, estabeleceu uma fórmula e simplesmente não cria mais nada. Todas as músicas são muito parecidas e os álbuns se repetem. Escute uma música e terá escutado todas. Arctic Monkeys, graças a Alex Turner, principalmente, é uma banda que tem estágios, mutações e coragem, sem dúvida alguma!

    Isso evidencia uma tranquilidade, auto compressão e segurança impressionantes. Uma banda que faz o sucesso que tem feito, facilmente poderia ter apostado no certo, jogado simples e permanecido dentro dessa zona de sucesso, ter feito um álbum com mais duas ou três “Do i wanna know” e estaria nos trending’s por muito, muito tempo, mas eles não são assim e "Graças a Deus" por isso.

    Alex Turner e o restante da banda tem essa vontade de fazer música, fazer arte. E lendo uma matéria da Rolling Stones, nota-se como o processo criativo do álbum foi complexo e de certa forma meio maluco. Os conceitos que surgiram eram meio vagos e dá pra notar isso no álbum. Dá para sentir essa pegada mais experimental, mais leve. Ao contrário do álbum passado, as guitarras já não mais tão marcantes e o que acaba pegando mesmo é esse universo próprio que o álbum cria.

    Eu achei o álbum foda, principalmente pela coragem que marca todo o processo. Eu realmente acho isso digno de aplausos. Talvez não seja o melhor álbum da banda, isso cabe a você julgar, mas como apreciador eu não posso negar que esse álbum é muito importante para toda a cultura musical. Arctic é uma das bandas mais importantes da atualidade e quando eles mostram uma face totalmente nova, encorajam outras bandas e artistas a buscarem essa reinvenção.

    Tranquility Base Hotel & Casino é um retrato de ambição, coragem e nos dá a certeza de que Arctic Monkeys não é uma banda qualquer!

    O álbum foi lançado em maio, vamos curti-lo, entende-lo e aprecia-lo, porque o que nos resta é a certeza de que o próximo álbum será ainda mais complexo, experimental e diferente. Viva Arctic Monkeys e suas várias facetas!
    Continue Reading


    Mr.Robot é uma excelente série. E acredite, ela vai muito além das frases que viram posts para o facebook. Mr.Robot nos apresenta o mundo de uma forma muito pessimista. Apresenta a sociedade na forma de uma cebola, formada por camadas e camadas e camadas, poder, influência e manipulação, coisas que nós nem ao menos conseguimos imaginar. De certa forma, podemos estabelecer um paralelo com a série House of Cards, que também mostra de uma forma bem interessante essas múltiplas camadas da política e do poder.

    A série apresenta um grupo de Hackers que quer pôr fim à maior corporação do mundo, uma empresa que trabalha em diversas frentes e que praticamente assumiu o monopólio mundial de tecnologia. As pessoas são dependentes dessa grande empresa e esse grupo quer acabar com isso, devolver ao povo a liberdade, apagando dívidas e destruindo registos bancários. Esse grupo de Hackers, denominado “Fsociety” passa a trabalhar atrás das telas para destruir o capitalismo. Aqui nós podemos estabelecer outro paralelo, dessa vez com Clube da Luta.

    O Protagonista da série é Elliot Alderson, um jovem que vive oprimido pelo seu passado, sofre de transtorno de ansiedade, depressão e é viciado em morfina, ao mesmo tempo que é um Hacker talentosíssimo. A complexidade desse personagem é tamanha que a fotografia e a direção de câmeras são totalmente influenciadas pelo seu estado de espírito. A série não tem medo de ousar na forma de filmar as cenas e aproveita dos problemas do personagem, para refletir esse estranhamento nas câmeras. Quando Elliot recebe uma notícia que vai contra os planos que havia feito, a câmera filma de cima para baixo, ou invertida, quando Elliot está drogado a câmera se aproxima dele, distorcendo sua imagem, enfim, a instabilidade do personagem é refletida na fotografia o tempo todo e isso é criativo e corajoso, é um elemento muito bem utilizado para contar essa história.

    É interessante ver como a série vai construindo o personagem e a sua identidade visual e estilística. A fotografia, por exemplo, é quase sempre muito lavada, dessaturada, muitos tons de cinza, assim como o personagem, que está sempre de preto (Exceto no trabalho), refletindo o seu estado emocional e psicológico, como se estivesse em um quarto escuro, cercado por todas as experiências ruins que teve em sua vida. O preto também é entendido como ausência de luz, ao passo que o branco é entendido como a presença de luz. Outra vez a analogia do quarto escuro. Elliot é formado de experiências negativas e problemas que a série vai apresentando aos poucos, dando cada vez mais profundidade ao personagem.

    “Mr.Robot” (Christian Slater) é o líder do grupo Fsociety e por conhecer muito bem o talento de Elliot, o convida para integrar o grupo que será responsável pela maior reviravolta da história da humanidade. Ao destruir a megacorporação E-Corp, o grupo construíra um novo mundo. Esse é o ideal compartilhado por Darlene (Carly Chaikin), Mobley (Azhar Khan), Trenton (Sunita Mani), Elliot (Rami Malek) e Mr.Robot (Christian Slater). A relação entre Mr.Robot, Elliot e Darlene, é uma relação interessantíssima, mas qualquer informação é um spoiler – Vale a pena a surpresa.

    A série tem um clima bem tenso o tempo todo. Estamos lidando com um evento que pode mudar completamente o rumo do mundo, estamos diante daquilo que pode ser a derrocada da maior corporação da história da humanidade, então não poderia ser diferente. Existem muitas pessoas interessadas. Existem políticos, existem grandes empresários, existem nações interessadas nessa possível mudança, existem pessoas esperando o momento certo para assumir o controle quando a bomba explodir.

    A série constrói muito bem esse clima. Quando estamos falando de Hackers, estamos falando de pessoas poderosíssimas, cujo talento pode ser usado de qualquer forma. Quero dizer, o que protege nossas informações não passa de uma porta com a chave para o lado de fora, eles podem entrar e capturar o que quiserem, quando quiserem. Agora pensando no potencial que hackers talentosos têm, unidos por um ideal.... Digamos que a série até flerte um pouco com o clima de Guerra Fria e espionagem, entende? É um jogo e só os melhores vão sobreviver.

    Mr. Robot é uma série realmente interessante. É difícil escrever sobre ela sem dar grandes spoilers, porque a série tem ótimas reviravoltas. Aconselho que se você for assistir, assista sem procurar nada a respeito na internet. Vá para a série sabendo apenas o que te contei e deixe que a estética da série, as câmeras, os personagens, a música e esse ideal te guiem por essa narrativa complexa, interessante e muito reflexiva.

    A Série criada por Sam Esmail, têm 3 temporadas e brinca com o “E SE”, de forma muito provocativa. Citando os paralelos outra vez, a trama tem um pouco de Clube da Luta e um pouco de House of Cards, o que já seria o suficiente para ser muito boa, mas ela consegue assumir uma identidade particular, pautada principalmente na complexidade de Elliot Alderson e na boa construção de trejeitos de Rami Malek, apostando na apresentação de personagens poderosos e interessados em um “apocalipse” que pode ser começado com um simples clique, a pergunta que fica é:

    Existe liberdade para nós?

    FSociety,
    Continue Reading

    Diagnosticado com um grave problema de coração, Daniel Blake (Dave Johns), um viúvo de 59 anos, tem indicação médica para deixar de trabalhar. Mas quando tenta receber os benefícios do Estado, encontra-se emperrado numa burocracia injusta e constrangedora.

    Com o avanço tecnológico, é notável a influência digital nas relações humanas nos mais diversos âmbitos. É notória também a contradição digital em larga escala, visto que ao mesmo tempo em que democratizou e facilitou informações, criou um abismo comunicacional entre o século XXI e os séculos anteriores.

    Diante deste cenário moderno e digital, temos Daniel Blake, personagem principal do drama vencedor da ‘’Palma de Ouro 2016 (Cannes)’’ dirigido pelo britânico Ken Loach.

    Imerso a situações com resoluções de caráter digital, Daniel tem enormes dificuldades para usufruir de seus legítimos direitos e o filme irá bater em demasia nessa tecla a todo o momento. Paralelo a isso, temos a história de Katie, mãe solteira de dois filhos recém-chegada na cidade, sem dinheiro buscando sobreviver e sustentar seus filhos, submetendo-se a situações desagradáveis, como a prostituição por exemplo. Até aqui tudo normal para indivíduos periféricos a margem da sociedade.

    O mérito do filme se da pela cirúrgica crítica segregativa via comunicação, dado que desde os primórdios, de alguma maneira os tais ‘’donos do poder’’ mecanizam e manipulam situações para que permaneçam em suas respectivas posições.

    Se na política somos representados por candidatos que vivem num mundo paralelo de linguagem própria, polidas, cultas, especialmente se num debate político, se na área administrativa existem termos e expressões próprias, as vezes até em outra língua, se em bairros de classes distintas existem comunicações antagônicas e que no fim, tudo colabora para um estado de inércia, o filme acusa a segregação moderna: era digital.

    Adultos distantes do frenético avanço digital são ignorados e isolados de maneira bruta, salvo as exceções que conseguem se adaptar.
    Não há demérito na não adaptação e o motivo é simples: não há incentivo.

    O caminho é perigoso, afinal estão deixando de lado experiências e vivencias para criar, sem exagero nenhum, uma sociedade do zero que cresce de maneira precoce e afogam-se num mar de possibilidades.

    Dentre as ótimas cenas do filme, há uma que representa bem todo esse papo, onde o personagem diz que consegue erguer uma casa, criar móveis, pintar, ajustar a parte elétrica, no entanto, ao não saber usar um e-mail, é visto como um indivíduo de outro mundo (e de fato é).

    Daniel Blake é a representação de um cidadão que luta pelos seus direitos e não abaixa a cabeça para seus inimigos, mesmo impotente, sem saber o que fazer e quem esta enfrentando... Daniel Blake representa a resistência e a humanidade que nós temos (ou deveríamos ter).

    Texto de: Gustavo Pauletto
    Continue Reading
    Newer
    Stories
    Older
    Stories

    About me

    A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, óculos e close-upJúlio Costa | Transgressor

    Confusão. Uma puta confusão.

    Like us on Facebook

    Transgressor

    Follow me

    • Facebook
    • Instagram
    • Youtube
    • Twitter
    • Letterboxd
    • Skoob
    • Pinterest

    More Popular Posts

    • Marco Polo | Viaje para a Mongólia Medieval
    • Lo-Fi | Um Convite a Introspecção
    • Susano Correia | Existência, Fé e Arte
    • Um Pequeno Herói | Fiódor Dostoiévski
    • Tranquility Base Hotel & Casino | Arctic Monkeys

    Labels

    Cinema Contos Desafinando Literatura Series poesia

    Archive

    • julho 2018 (2)
    • junho 2018 (4)
    • maio 2018 (5)
    • abril 2018 (10)
    • março 2018 (8)
    • fevereiro 2018 (7)
    • janeiro 2018 (15)
    • julho 2017 (1)
    • junho 2017 (1)
    • maio 2017 (3)
    • abril 2017 (4)
    • março 2017 (1)
    • fevereiro 2017 (5)
    • setembro 2016 (1)

    Denunciar abuso

    Facebook Instagram Youtube Twitter Pinterest Letterboxd

    Created with by BeautyTemplates - Ambigram Generator.

    Back to top